quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Pretinho Básico

A expressão "pretinho básico" é uma expressão utilizada com certo hábito entre as mulheres.  Mas será que todas as mulheres sabem de onde surgiu essa expressão tão famosa?
A roupa de cor preta normalmente utiliazada em ocasiões de luto. Tal hábito veio dos egípcios, passando para os romanos até chegar na igreja católica.
O preto representa o "nada", a "ausêcia" e a "escuridão", por isso usado como cor do luto.
Entretanto algumas figuras da história usaram o preto de forma tão emblemática que mudaram completamente a maneira do uso da cor.
Um exemplo foi a Rainha Vitória da Inglaterra que após a morte do marido, tomou o preto pra si, e fez luto até o fim da vida.


Posteriormente, ainda na Europa, Chanel inovou o guarda-roupa feminino não só com as peças mais leves e curtas, mas com as cores. Seus "tailers" eram sóbrios, de cores escuras (muitas vezes preta), quando bicolores, combinados também com cores neutras.
Em 1926 ela cria o primeiro tubinho preto que foi sucesso imediato.



Daí em diante o vestido tubinho preto já não era mais sinônimo de luto e austeridade. Agora ele era prático, chique e moderno.
Na década de 1960 ele foi imortalizado pela maravilhosa Audrey Hepburn, usado no filme Bonequinha de luxo, criado pelo estilista Givenchy. 
A partir daí, muitas figuras públicas usaram a peça como Jacqueline Kennedy e a princesa Daina.


Jacqueline Kennedy a esquerda no enterro no marido em 1963.



Lady Diana em 1994.



Elisabeth Hurley na estréia de Quatro casamentos e um funeral com um pretinho básico de Versace, preso apenas por alfinetes.

Hoje em dia o pretinho básico faz parte do guarda-roupas de qualquer mulher, mas algumas acham difícil decidir qual o melhor modelo e mais adequado pra cada tipo de corpo e/ou ocasião apesar de ser uma peça tão versátil.
Aí vão algumas dicas:
  • escolha o melhor material que puder (um tecido que te agrade e seja confortável), mas nada de muito apertado ou muito brilhante.
  • Abuse dos acessórios, como o vestido tem um cor neutra os acessórios devem evidenciar o restante.
  • Quem deve brilhar mais, no fim das contas é você, sempre!
Espero que tenham gostado, até a próxima.




segunda-feira, 28 de julho de 2014

A sustentabilidade e a Moda.

Dizem que Gisele Bündchen é daquelas que está sempre disponível para apoiar uma boa causa. Ela prestigiou um evento de gala promovido pela Rainforest Alliance, uma organização internacional dedicada à conservação das florestas tropicais, e chamou atenção com o vestido escolhido para a ocasião.
O modelo, um longo tomara que caia com fenda, era eco-friendly. Desenhado pelo estilista Jeff Garner, conhecido por suas criações sustentáveis, o vestido foi feito à mão e tingido com plantas. Gisele gostou tanto da peça que postou, em seu Instagram pessoal, um elogio ao designer: "Obrigada, Jeff Garner, por esse lindo vestido 'eco-friendly' feito à mão".
Jeff Garner é dono da marca Prophetik Clothing que, além de Gisele, já vestiu Miley Cyrus, Cameron Diaz e Sheryl Crow, entre outras famosas. Em suas criações, o estilista tenta unir a moda com o seu amor pelo meio ambiente e utiliza tintas orgânicas produzidas das plantas, lã de garrafas recicladas e fios naturais, como linho e cânhamo, fibra produzida por planta da espécie Cannabis.
O interessante aqui é de que maneira os estilistas da contemporaneidade tem encontrado maneira absolutamente sustentáveis de criar produtos inovadores e ecologicamente corretos.
Acredito que a moda mundial está passando por um momento de transição onde a inovação tem sido buscada com mais consciência.
Esperamos que esta mudança evolua cada vez mais e que o consumidor possa perceber a diferença entre os produtos e seja também um consumidor mais consciente. 



Gisele Bündchen posa ao chegar ao evento Rainforest Alliance Gala, no Museu de História Natural de Nova York, na noite da quarta-feira, 7 de maio de 2014






Espero que tenham gostado, e até a próxima.






sexta-feira, 9 de maio de 2014

Moda Japonesa e suas contribuições.


Já foi-se o tempo que se falava de moda japonesa e quimonos e sandálias de madeira eram associados.
Na década de 80 a moda conheceu um grupo de estilistas japoneses que trouxeram tamanha inovação pro universo fashion que jamais as roupas foram as mesmas.
A imprensa da época ficou sem fôlego quando surgiram Rei Kawakubo, Yohji Yamamoto e Issey Miyake. Esse trio apesar de não ter feito muito sucesso em seus primeiros desfiles criaram uma revolução na moda naquela época, revolução essa que nos deu de herança a cultura japonesa de um jeito não tão óbvio quanto costumávamos pensar.
Vera Gertel disse numa ocasião: "A chave do seu sucesso foi o mergulho inspirador não em valores exóticos como gueixas e samurais mas sim na gente comum dos tempos de antigamente. (...) O resultado foi o aparecimento de roupas cujos panos são trabalhados, cortados, recortados, originando formas amplas, longas , bizarras, moles e pedantes, jamais vistas até então.(...)"
Esses estilistas são exemplo de trabalho e sucesso ao longo dos anos e seu trabalho é inovador e diferenciado.
Ainda hoje, em algumas ocasiões os tradicionais quimonos e sandálias de madeiras são utilizados como referência de moda japonesa, mas com a disseminação da informação, essa nova leva de estilistas contemporâneos pôde mostrar seu trabalho e este ficar conhecido por mais pessoas.
A dona da marca Comme des Garçons, Rei Kawacubo é prova de que a moda japonesa não está pra brincadeira e inova a cada lançamento de coleção:


Desfile de 2012 da Comme Des Garçons



Desfile de 2012 da Comme Des Garçons



Desfile de Primavera-Verão 2012 da Comme Des Garçons



Desfile de Primavera-Verão 2012 da Comme Des Garçons

Este editorial abaixo feito pela Vogue mostra bem essa "caracterização" japonesa da qual eu havia falado. Mesmo bastante caricato o editorial é bem bonito, mas devemos desmistificar essa imagem "samurai" e "gueixa" que temos do Japão, eles são bem mais que isso.













O editorial abaixo, em compensação une as duas características citadas acima. Logo em seguida tem o vídeo com o backstage das fotos, e a gente pode perceber todo um clima que foi criado mesmo no estúdio pra fazer as fotos.
O fotógrafo é Ronald James e o esporte escolhido foi o Kendo, uma arte marcial moderna que foi desenvolvida a partir de técnicas tradicionais de combate com espadas dos samurais do Japão feudal.








video


 Espero que tenham gostado, e até a próxima!